Indústria familiar metalmecânica

5 erros de custeio que destroem a margem.

A fábrica cresce, a carteira aumenta, e a margem continua apertada do mesmo jeito. Raramente a explicação está fora — está em como o custo da peça foi calculado desde o início.

Cena ilustrativa criada para representar o contexto industrial.

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Erro 1 e 2 — a unidade da cotação

Quando a cotação e o custo
seguem lógicas diferentes.

O mercado compara preço na unidade da cotação: peça, lote, peso. Você precisa cotar nela. O problema aparece quando essa é também a única unidade usada para calcular o custo — e setup, refugo e ferramental ficam de fora da conta. Quando essas duas lógicas se descolam, o item fácil paga a conta do item difícil, e a média da carteira esconde o problema.

Erro 3 — setup e refugo diluídos

Um item com setup longo
parece mais barato do que é.

Quando setup e refugo são diluídos de forma genérica sobre toda a produção do mês, em vez de apropriados ao item que os gerou, o orçamento sai competitivo, o pedido entra, e a fábrica só descobre o tamanho do problema no resultado do mês inteiro — sem conseguir apontar qual item causou o quê.

Erro 4 — o hiato invisível na produção

A fábrica mede capacidade.
Raramente mede cotação.

A fábrica sabe a capacidade da prensa e o tempo de ciclo com rigor. Raramente mede com o mesmo rigor quanto tempo leva entre o pedido de cotação chegar e a cotação ser enviada, e quantas dessas cotações viram pedido. Esse hiato é invisível na produção, porque a produção só vê o que já foi aceito como pedido.

Erro 5 — custo como relatório, não como rotina

O erro mais caro
não está no cálculo.

Uma apuração de custo que vira um arquivo e nunca mais é revisitada não muda nenhuma decisão. O custo por peça só tem valor se chega à mesa de quem decide o preço, de forma recorrente, pela mesma régua, todas as semanas — exatamente o que o Giro da Semana e o Fechamento de Receita do Placar da Receita existem para sustentar.

Seu próximo movimento

O começo é medir.
Não decidir ainda.

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